[News #03] Sócio ou adversário? O teste de estresse que 2026 impôs à sua diretoria
Danïel Sbeghem
6/3/2026


É muito fácil ser sócio quando o mercado vai bem e a margem de lucro aceita desaforo. O problema é que maio de 2026 chegou com juros altos e uma pressão que não perdoa amadorismo.
Quando o caixa aperta, as máscaras de amizade costumam cair. O que sobra é o dedo apontado.
Muitas empresas brasileiras não têm sócios de verdade. Têm "companheiros de viagem" que nunca combinaram quem limpa o convés quando o barco começa a afundar. Se as suas reuniões de diretoria viraram sessões de desabafo ou, pior, de acusação mútua sobre quem gasta mais ou quem vende menos, você não tem um problema de mercado.
Você tem um problema de estrutura.
A verdade é que a maioria dos empresários foge das conversas difíceis até que elas se tornem insuportáveis. Mas a lógica é simples: se você não tem regras claras, você é refém do humor do seu sócio.
Para colocar ordem na casa, você precisa responder três perguntas que ninguém quer fazer:
Quem decide o quê quando o dinheiro acaba?
Qual é a regra de retirada quando o lucro encolhe?
Como a gente se separa sem destruir o que construímos?
Se você não tem essas respostas por escrito, você não é dono de uma empresa. Você é refém de um contrato social que só serve para o papel.
Se o clima na sua diretoria está mais para campo de batalha do que para sala de comando, o problema não é a economia. É a falta de um acordo real entre quem manda.
Meu conselho: não espere o conflito destruir o seu patrimônio para tentar organizar o jogo.
Se você sente que a relação com seus sócios está travando o crescimento do negócio, me mande uma mensagem aqui no privado. Vamos marcar uma conversa, online ou presencial, para eu te ajudar a mapear essas necessidades e resolver isso de forma definitiva.
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